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Alunos da rede privada continuam na luta por vaga pelo PAAES

Por Amanda Célio
24/02/2011

 Já era de se esperar que a confusão viesse á tona desde a decisão do governo há 3 anos atrás ,que proibiu que alunos de escolas particulares ingressassem na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), pelo PAAES ( Programa de Ação Afirmativa de Ingresso ao Ensino Superior).

Atualmente o programa do governo federal é destinado aos estudantes que cursaram os últimos quatro anos do ensino fundamental e todo o ensino médio na rede pública. O programa detém 50% das vagas dos cursos com entrada semestral e 25% das vagas dos cursos com entrada anual. No final do ano passado, aconteceu a 3° etapa do PAAES, e os estudantes de várias escolas particulares fizeram a prova normalmente. Alguns alunos que passaram de 1°, 2° ou 3° chamada conseguiram fazer matrículas, entrando com ações judiciais ou não, porém não foram todos que tiveram essa sorte e, por isso a confusão continua.

Fernanda Queiroz durante o trote

 

A estudante Fernanda Queiroz, é um caso dos vários alunos da rede particular que não conseguiu fazer a matrícula mesmo passando no PAAES. Ela conta que o nome dela não foi pulado na lista de 2° chamada para o curso de Odontologia, mas, infelizmente não conseguiu se matricular. “Eu entrei com uma liminar que não foi aceita pelo juiz. Meus amigos chegaram a me dar trote e festejamos, mas, foi em vão porque ainda não consegui fazer minha matrícula, me sinto injustiçada, já que outras pessoas conseguiram e eu não”, lamenta a estudante que ainda aguarda uma posição.

 

 

Para o diretor de uma escola privada de Uberlândia, Thomé Freitas, é preciso juntar-se com os diretores de escolas particulares e públicas para exigir um novo posicionamento da Universidade para acabar com esse problema num futuro próximo. “Essa seria a única saída sustentável, que atende a todas as demandas dentro da lei. Em nome da autonomia da Universidade, ficam numa posição de não reabrir essa discussão e com isso só estão conseguindo gerar sucessivos desgastes para a própria Universidade e expondo a comunidade a um clima de incertezas e de incredulidade”, afirma o diretor.

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