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Comissão combate violência no campo

Por: Maiara Pinas
16/06/2011


UBERLÂNDIA, TRIÂNGULO MINEIRO – A comissão nacional de combate à violência no campo do Conselho Nacional de Justiça esteve em Uberlândia esta semana. O trabalho foi direcionado para a paz nos assentamentos rurais. O sem-tetos acampados numa área próxima à CEASA fizeram uma passeata pedindo ajuda as autoridades.

Dezenas de acampados em 16 áreas nas cidades de Ituiutaba, Prata, Frutal, Comendador Gomes, Verissímo, Araguari e Uberaba compareceram. Os integrantes são policiais militares, diretores da OAB, representantes do INCRA, IBAMA, promotores de justiça, policiais federais. Em pauta os conflitos agrários no triângulo mineiro e do alto paranaíba. “ A comissão tem uma missão importante na reforma agrária no Brasil. E prentede sempre resolver problemas subsequentes em qualquer âmbito”, afirma o procurador de justiça de Minas Gerais, Afonso Henrique Teixeira.

Por causa da visita da comissão, 70 acampados na área próximo a CEASA em Uberlândia fizeram uma passeata de mobilização das autoridades. O local foi ocupado há dois meses e, hoje, mais de 1.000 famílias esperam uma decisão da justiça sobre a desapropriação.

A justiça concedeu reintegração de posse aos donos da terra. Alguns advogados entraram com pedido de derrubada de liminar no começo do mês. É o caso de Higino Marcos, como não teve resposta, a saída foi buscar a intervenção do INCRA. “Essas pessoas só querem tornar uma área abandonada em uma área habitada e fértil”, afirma o advogado.

Enquanto isso a polícia já realiza reuniões para montar um plano de reintegração de posse como explica o comandante da polícia militar responsável pela região leste, Coronel Hércules: “O trabalho da polícia militar no sentido de mediação é para que não haja conflito. Que haja uma saída pacífica, para não haver problemas nem para as pessoas que se encontram nesses locais de ocupação e nem para justiça.

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