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Quinze anos sem Mamonas Assassinas

Quinze anos sem Mamonas Assassinas
“Mamonas Pra Sempre” é o único filme oficial sobre umas das bandas mais populares dos anos 90

Fernanda Naves

Na última quarta-feira, dia 02 de março, completou quinze anos em que os integrantes dos Mamonas Assassinas nos deixaram. A história do grupo teve início no final dos anos 80. Na época, Sérgio Reoli conheceu Maurício Hinoto, irmão de Bento Hinoto. Maurício, sabendo que Sérgio tocava bateria, decidiu apresentá-lo ao irmão. A química foi tal, que semanas depois, eles já planejavam a criação de uma banda. Samuel Reoli, irmão de Sérgio, foi escadalo para assumir o baixo. Nasceu então, a primeira formação do chamado “Utopia”.

No começo o grupo era especializado em covers de Legião Urbana, Titãs e Rush. Durante uma apresentação em 1990, os músicos conheceram Alecsander Alves, o Dinho, que assumiu o vocal, e Júlio Rasec, o tecladista da banda.

“Utopia” passou a se apresentar na periferia de São Paulo. Aos poucos, seus membros decidirem abandonar os covers, introduzindo uma série de paródias nos shows. Pouco depois do lançamento do primeiro disco, o grupo entrou em contato com o produtor Rick Bonadio. Aconselhados por ele, trocaram o nome de “Utopia” para “Mamonas Assassinas”.

Com influências do rock e de gêneros populares, o Mamonas Assassinas tornou- se um grande sucesso em meados dos anos 90. “Pelados em Santos”, “Robocop Gay” e “Vira-Vira” são algumas músicas de destaque do grupo e eram caracterizadas com muito humor.

Mas, no auge de suas carreiras, os integrantes tiveram o sucesso interrompido. Na noite de 02 de março de 1996, o avião que transportava o grupo para Guarulhos depois de um show em Brasília, chocou-se com a Serra da Cantareira, em São Paulo.

O grupo deixou memórias e músicas que até hoje são relembradas pelas pessoas que vivenciaram a época. Apesar do incidente, para os fãs eles continuam imortais. Para Moisés Neto, admirador da banda desde os cinco anos, a morte dos músicos causou tristeza, mas deixou resquícios inesquecíveis. “Mamonas Assassinas representa pra mim, um misto de alegria e liberdade, e que se eles estivessem vivos até hoje, oderiam mudar o rumo da cena musical brasileira”, diz.

E para os fãs, que queiram relembrar bons momentos da carreira do Mamonas Assassinas, este ano será lançado um filme sobre o grupo. O longa terá estréia em maio, e mostrará o lado cômico dos cinco integrantes. “Acho muito legal a ideia do filme, para poder reviver os momentos da banda”, conclui Moisés.

Imagens: Bloggerofrock / Fabioserpa

03/03/2011

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