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Racha é alternativa para quem busca diversão

Racha é alternativa para quem busca diversão
Amigos se reúnem uma vez por semana para jogarem futebol

Natália Bellório

Racha, pelada, rachão ou baba, são diferentes nomes dados pelas regiões do Brasil, ao encontro entre amigos e conhecidos para jogarem futebol. Não há preocupação com árbitros, calçados, uniformes, em ganhar, perder ou impedimentos. Ou seja, a única preocupação é com a diversão.

O fundador do site TVUdi e que nos rachas atua na posição de pivô dentro da quadra, Fernando Eduardo Ferreira de Aquino, coordena há seis anos um racha no bairro Tibery. Inicialmente criado para reunir os próprios amigos, hoje são cerca de 40 pessoas que fazem rodízio para preencher as 15 vagas disponíveis no jogo de toda segunda-feira, às 20h. “Tem sempre uma turma que toda semana você pode contar com eles. Mas possuímos uma comunidade em um site de relacionamento social, no qual todos confirmam sua presença. Mantemos assim para uma maior organização, e vem dando certo todo esse tempo”, diz.

É o caso do advogado e atacante Leandro Bellório, que além de manter contato via internet com os outros participantes, considera o racha “sagrado”, pois terminar as noites de segunda-feira jogando futebol com os amigos, é a certeza de que a semana começou bem. “Em um mundo no qual a pressão do trabalho se acumula com a da vida pessoal, o racha acaba sendo uma válvula de escape, um momentâneo retorno à tranquilidade da irresponsabilidade da infância”, afirma.

Enquanto que em um campeonato, há uma responsabilidade e obrigação com o time e o patrocinador que investiu na equipe, a atração de um racha é a descontração. Para Fernando Eduardo, a vantagem é que não há competição e nem pressão durante o jogo. “Reclamações, xingamentos e raiva ficam dentro da quadra. Quando termina a partida, nos abraçamos, descontraímos e às vezes até tomamos uma cervejinha. Aconteceu na quadra, fica na quadra”, afirma.

Imagem: Luiz Paulo

05/05/2011

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