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Quedas, mortes e batatas

                                         

                                    O mês de fevereiro marcado por manifestações.

 

 

Estudantes tiram a roupa em manifestação.

    O ano acaba de começar e a política mundial já sofre grandes alterações, e o mês de fevereiro foi e está sendo bem agitado, começando pela queda de Mubarak, o governante que renunciou ao cargo após inúmeras manifestações. O Egito viveu 18 dias de tensão, foram centenas de mortes. No entanto, após a renúncia de Hosni Mubarak, o povo egípcio comemorou após uma semana da queda do presidente, o “Dia da Vitoria”.

    Não tão distante do Egito, a Líbia também está em clima de tensão, há mais de duas semanas o país vivencia dias de confronto e terror. Em situação semelhante ao país vizinho, o povo da Líbia também luta pela queda de seu governante, o ditador Muammar Kadhafi.
Mas as reviravoltas políticas não param por aí. Ainda em fevereiro, no dia 16, um recorde foi batido, a campeã, Bélgica, completou 249 dias sem governo. O país sede da União Européia vive um conflito interno. Durante o período sem um poder executivo formado, os partidos políticos não conseguiram chegar a um consenso, pois a Bélgica vive dividida por dois idiomas.

    Parte da Bélgica fala o francês, outra parte fala o Holandês e uma pequena parte fala alemão, e é devido a esse impasse de idiomas que a Bélgica segue sem um acordo político. Partidos da região norte, onde fala-se o holandês, querem um represente flamengo, da região de Flandres, e partidos da região sul, onde fala-se o francês, querem um representante valão, da região da Valônia.

    Insatisfeitos com a ausência de um governo, centenas de estudantes foram para as ruas reivindicar, e como forma de protesto, ficaram seminus, fizeram cartazes e reclamaram da demora para anunciar um novo primeiro-ministro, afinal, a Bélgica está sendo governada por um Executivo provisório desde que o Rei Alberto aceitou a renúncia de Yves Laterme, em 26 de abril do ano passado.

    A manifestação ficou conhecida como “Revolução das Batatas Fritas”, pois este é um prato indispensável da culinária belga. O Rei Alberto prolongou o prazo em até no máximo duas semanas para a formação do novo governo.

    E assim segue-se o fevereiro, intenso e cheio de manifestações. Uns querem a queda de um governo, outros querem um governo, e as relações políticas seguem seu curso. Enquanto isso a Bélgica ainda está sem executivo, o Egito comemorando e a Líbia, infelizmente, em guerra.

 

Por Nathalya Thays
25/02/2011

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